Brasil está no top 3 de países com mais ataques de ransomware no mundo

Brasil está no top 3 de países com mais ataques de ransomware no mundo

O Brasil acaba de entrar para o ranking que ninguém gostaria de liderar. Segundo o Relatório de Ameaças Cibernéticas da Acronis, o país entrou no top 3 do ranking global de locais com maior concentração de ataques de ransomware, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.

Mais de 7.600 vítimas tiveram dados expostos publicamente por grupos de ransomware no período analisado. Os setores mais atingidos? Manufatura, tecnologia e saúde — mas isso está longe de significar que os outros estão seguros.

Por que o Brasil virou alvo?

O Brasil é a maior economia da América Latina, tem empresas cada vez mais digitais e um volume enorme de pequenas e médias organizações que cresceram rápido nos últimos anos. O problema é que, em muitos casos, a estrutura de segurança não cresceu na mesma proporção.

Hoje já existem variantes de ransomware adaptadas ao contexto brasileiro sendo comercializadas por valores relativamente baixos em fóruns clandestinos. Isso reduz a barreira de entrada para criminosos e aumenta o volume de ataques. Ou seja, não é mais algo restrito a determinados grupos.

Além disso, boa parte das invasões começa de maneira simples: um e-mail convicente, um link aparentemente legítimo ou um pedido urgente que tenta explorar confiança. De acordo com as últimas pesquisas na área, mais de 50% dos ataques detectados envolvem phishing e engenharia social.

Em vez de ataques complexos e barulhentos, o que vemos são movimentos silenciosos, aproveitando credenciais vazadas, acessos remotos mal gerenciados e pequenas falhas operacionais.

E é justamente essa combinação que coloca o Brasil no radar global do ransomware.

O novo cenário: ransomware com IA

Se antes o ransomware era “apenas” criptografia e pedido de resgate, hoje ele evoluiu. Criminosos já utilizam IA para:

  • Fazer reconhecimento automatizado das vítimas
  • Criar e-mails extremamente convincentes
  • Negociar resgates de forma quase automatizada
  • Gerenciar múltiplas extorsões simultaneamente

Isso reduz o custo para quem ataca e aumenta a quantidade de ataques que conseguem executar ao mesmo tempo. O que antes exigia uma equipe técnica estruturada, desenvolvimento próprio de malware e negociação manual com cada vítima, hoje pode ser “contratado” pronto. Existem estruturas completas sendo alugadas: ferramenta de criptografia, painel de controle e até modelo de negociação.

Na prática, isso significa que mais grupos conseguem operar e que um mesmo grupo consegue atingir várias empresas simultaneamente. Quando o ataque fica mais acessível e mais escalável, o risco para as empresas cresce na mesma proporção.

“Mas minha empresa não é grande o suficiente para ser alvo”

Essa é, provavelmente, a frase que mais escutamos.

E ela parte de uma ideia equivocada: a de que ataques acontecem porque a empresa é grande demais ou famosa demais. Na prática, não é assim que funciona.

Grande parte dos ataques hoje não começa com alguém escolhendo manualmente uma empresa específica. Eles começam com varreduras automáticas, exploração de credenciais vazadas, brechas conhecidas que não foram corrigidas e acessos remotos mal configurados. Se a porta estiver aberta, alguém vai entrar — independentemente do tamanho do negócio.

Empresas menores ou médias, inclusive, muitas vezes acabam sendo mais visadas justamente porque costumam ter menos monitoramento contínuo, menos processos formais de segurança e menos preparo para responder rapidamente.

Segurança não é ferramenta. É estratégia.

Ainda é comum ver as empresas tratando a cibersegurança como algo operacional: instalar uma solução, contratar um antivírus mais robusto, fazer um backup e considerar o assunto resolvido.

O problema é que o cenário atual não pune apenas quem não tem ferramenta. Ele pune quem não tem visão.

Empresas que encaram segurança como checklist geralmente descobrem a fragilidade no pior momento possível: durante um incidente real. É quando percebem que o backup nunca foi testado em cenário de crise, que os acessos privilegiados cresceram sem controle ao longo dos anos e que não existe clareza sobre quem decide o quê quando algo acontece.

A diferença entre uma empresa que atravessa um ataque com danos controlados e outra que entra em crise não costuma estar na existência de tecnologia, mas na preparação prévia, na clareza de processos, na capacidade de detectar comportamento anormal cedo e na maturidade para responder rápido, comunicar corretamente e retomar operação.

A pergunta que realmente importa

Hoje, você tem clareza de como está a visibilidade sobre o que acontece dentro da sua rede? Se uma credencial fosse usada de forma indevida, isso apareceria rapidamente para alguém do seu time ou passaria despercebido por dias? Se sua operação ficasse fora do ar amanhã por causa de um incidente, você sabe qual seria o impacto real no faturamento, nos contratos e na confiança dos clientes?

É por esse motivo que desenvolvemos uma avaliação estratégica que analisa a saúde digital do seu negócio e identifica indícios de exposição, vulnerabilidades e possíveis sinais de comprometimento. É um primeiro passo prático para entender:

  • Seu nível real de maturidade em segurança
  • Pontos críticos de risco
  • Probabilidade de sofrer (ou já estar sofrendo) um ataque

Se desejar avaliar sua exposição e entender onde sua empresa realmente está nesse cenário, fale conosco e saiba mais.