Quando um ataque cibernético acontece, a primeira reação de muitas empresas é procurar o “culpado”: o hacker, o funcionário que clicou no link errado ou a falha inesperada do sistema. Mas, na prática, ataques raramente surgem do nada. Eles exploram decisões mal tomadas, processos inexistentes ou prioridades que foram sendo adiadas ao longo do tempo.
A verdade é que grande parte dos incidentes de segurança não ocorre por falta de tecnologia, mas, sim, por erros estratégicos no planejamento da segurança digital. Em muitos casos, são erros silenciosos, que passam despercebidos no dia a dia da operação e só mais tarde se tornam visíveis, quando o impacto já está instalado: sistemas fora do ar, dados expostos, clientes desconfiados e prejuízos financeiros difíceis de mensurar.
Além disso, com ambientes cada vez mais conectados, uso intenso de nuvem, acessos remotos e integrações entre sistemas, planejar segurança digital deixou de ser apenas uma decisão técnica e passou, consequentemente, a ser uma decisão de negócio.
Diante desse cenário, fizemos uma lista abaixo com os principais erros que empresas de diferentes portes e nichos continuam cometendo e que criam o cenário perfeito para ataques:
1. Tratar segurança digital como um projeto pontual (e não como um processo contínuo)
Um dos erros mais comuns é enxergar segurança como algo que “se resolve” com uma implementação: instalar um firewall, contratar um antivírus corporativo ou migrar para a nuvem acreditando que ela já vem protegida por padrão.
O problema é que o ambiente da empresa nunca é estático. Pessoas entram e saem, funções mudam, equipes integram novos sistemas, acessos temporários viram permanentes e ninguém revisa as configurações feitas para “quebrar um galho”..
Quando a segurança não acompanha essas mudanças, surgem lacunas. E é exatamente nessas lacunas que os ataques acontecem.
Relatórios recentes do Verizon Data Breach Investigations Report (DBIR) mostram que grande parte dos incidentes envolve falhas conhecidas ou configurações inadequadas que já estavam presentes há meses — às vezes anos — antes do ataque. Ou seja, não foi falta de ferramenta, foi falta de acompanhamento. Isso só comprova mais uma vez que a segurança digital precisa ser tratada como um processo vivo, que evolui junto com o negócio.
2. Excesso de permissões e acessos mal gerenciados
Outro erro silencioso — e extremamente perigoso — é o acúmulo de permissões ao longo do tempo. É comum encontrar empresas onde:
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Funcionários mudaram de função, mas mantiveram acessos antigos;
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Contas de ex-colaboradores continuam ativas;
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Existem logins genéricos compartilhados entre equipes;
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Terceiros possuem acessos que nunca foram revogados.
O problema não é apenas “quem acessa”, mas o quanto essa pessoa pode acessar. Quando uma credencial é comprometida, o invasor herda exatamente os mesmos privilégios daquele usuário. Se esse acesso for amplo, o ataque se espalha rapidamente por sistemas, dados e até ambientes críticos.
Segundo a IBM Security, o custo médio de um vazamento envolvendo credenciais comprometidas está entre os mais altos do mercado, justamente pela facilidade de movimentação lateral dentro da rede. Lembre-se: controle de acesso não é burocracia. É redução direta de risco.
3. Falta de visibilidade sobre o próprio ambiente digital
Não é possível proteger o que não se enxerga. Muitas empresas não sabem exatamente:
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Quais serviços estão expostos à internet;
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Quantos sistemas se comunicam entre si;
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Onde dados sensíveis trafegam ou são armazenados;
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Quais portas, APIs ou serviços foram abertos “temporariamente”.
Essa falta de visibilidade, por sua vez, cria um cenário perigoso: ativos esquecidos, serviços expostos sem necessidade e sistemas rodando fora de qualquer padrão de segurança. Nesses casos, os ataques frequentemente começam por pontos que a própria empresa desconhece, como um servidor antigo, uma aplicação de teste ou um serviço em nuvem mal configurado. Como resultado, sem visibilidade sobre o ambiente, a empresa acaba reagindo sempre tarde demais.
4. Confiar apenas em ferramentas, sem monitoramento contínuo
Firewalls, EDRs, antivírus e controles de acesso são fundamentais. Mas sozinhos, eles não garantem proteção real. Sem monitoramento contínuo, comportamentos suspeitos passam despercebidos:
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Tentativas repetidas de acesso fora do horário normal
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Logins vindos de localizações incomuns
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Movimentações internas atípicas
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Acesso indevido a dados sensíveis
Muitos ataques não são “barulhentos”. Eles acontecem de forma gradual, silenciosa, explorando a falta de correlação entre eventos. É por isso que empresas mais maduras em segurança não focam apenas em prevenção, mas em detecção rápida. Quanto mais cedo um comportamento anômalo é identificado, menor o impacto do incidente.
Falhas simples de configuração (que abrem portas enormes)
Grande parte dos ataques mais graves não explora falhas sofisticadas, mas erros básicos de configuração:
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Portas abertas sem necessidade
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Bancos de dados expostos à internet
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APIs sem autenticação adequada
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Serviços publicados para teste e nunca revisados
Esses erros não acontecem por negligência intencional, mas por falta de processos claros de revisão técnica. Sem auditorias recorrentes, essas brechas permanecem ativas tempo suficiente para serem encontradas e exploradas.
5. Subestimar o fator humano na segurança digital
Mesmo com o uso de tecnologias avançadas, o fator humano continua sendo um dos principais vetores de ataque. Isso porque phishing, engenharia social e fraudes digitais exploram algo simples, mas recorrente: rotina, pressa e confiança. Na prática, basta um e-mail aparentemente legítimo, um link “urgente” ou uma solicitação que parece vir da diretoria.
Dados do Proofpoint State of the Phish Report indicam que a maioria dos incidentes corporativos ainda começa pelo e-mail. Diante desse cenário, quando não existe orientação clara, treinamento contínuo e uma cultura de segurança bem definida, o ambiente inteiro fica vulnerável, independentemente das ferramentas utilizadas.
6. Não ter um plano de resposta a incidentes
Outro erro crítico, porém recorrente, é acreditar que “isso não vai acontecer aqui”. Na prática, nenhum ambiente é 100% imune. Justamente por isso, a diferença entre empresas que sofrem menos impacto e aquelas que entram em crise está, sobretudo, na capacidade de resposta.
Sem um plano definido:
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As decisões são improvisadas;
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O tempo de contenção aumenta;
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A comunicação falha;
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O prejuízo se multiplica.
Empresas que possuem um plano de resposta estruturado conseguem conter incidentes mais rápido, reduzir danos e retomar a operação com muito mais eficiência.
7. Achar que backup, sozinho, resolve tudo
Backup é essencial, mas ele não é sinônimo de segurança. Ter cópia dos dados não impede:
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Vazamento de informações;
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Paralisação prolongada da operação;
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Exposição de dados sensíveis;
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Danos à reputação.
Além disso, muitos ataques modernos também miram os próprios backups. Backup faz parte da estratégia, mas precisa estar integrado a controles de acesso, monitoramento e planos de continuidade.
Onde a maioria das empresas erra de verdade
No fim das contas, o maior erro não está em uma ferramenta específica, mas na falta de clareza sobre a própria saúde digital. Muitas empresas simplesmente não sabem:
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Se estão sob ataque neste momento;
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Onde estão suas maiores exposições;
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Quais riscos são críticos e quais são secundários;
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O que precisa ser corrigido agora e o que pode esperar.
Sem essa visão, qualquer decisão vira aposta.
Como a Immunity Intelligence ajuda a mudar esse cenário?
Na Immunity, vemos diariamente empresas que acreditavam estar seguras — até descobrirem que já estavam sendo sondadas, exploradas ou até atacadas sem saber.
Por isso, desenvolvemos um teste de saúde digital, que permite avaliar de forma clara e objetiva:
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Se existem exposições críticas no ambiente;
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Se há indícios de ataques em andamento;
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Como está a postura de segurança real do negócio;
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Onde estão os principais riscos que precisam de atenção.
Por isso, antes de investir mais, trocar ferramentas ou reagir a um incidente, o primeiro passo é entender a realidade do seu ambiente.
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